Plantago (tanchagem) crocante

Vem crescendo o número de pessoas que tem se interessado por conhecer, cultivar e aproveitar as PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionas), plantinhas muitas vezes desprezadas e pouco reconhecidas, mas, que guardam grande conteúdo nutritivo e são cheias de propriedades. A que apresento hoje é a Plantago (Plantago major L.), também conhecida popularmente como acatá, erva de ovelha, nervosos, trachás, língua de vaca… Há quem a utilize com  fins terapêuticos: analgésico, anti-inflamatório, cicatrizante, sedativo, digestivo. Rica em zinco e potássio, tem sabor levemente ácido, lembrando o do broto de alfafa. Se encontrar por aí, plante uma mudinha e com o restante prepare essa receita fácil e rápida. Bom apetite!

Ingredientes:

(Para 5 folhas grandes de Plantago)

½ xícara de farinha de trigo

½ xícara de água

1 colher de sopa de óleo

½ colher de café de sal

Noz-moscada ralada a gosto

Modo de preparo:

Lave e seque as folhas, reserve-as. Em um pequeno bowl, misture a farinha com a água mexendo bem, adicione o restante dos ingredientes com exceção das folhas, misture. Passe as folhas uma a uma de ambos os lados na mistura obtida e frite-as em óleo quente sem deixar com que fiquem muito douradas. Depois de fritas, coloque-as sobre papel toalha para retirar o excesso de óleo. Sirva como acompanhamento para sopas e caldos, na finalização de pratos ou esmigalhe e adicione a farofas já prontas para dar uma deliciosa crocância, perfeitas também para acompanhar churrasco.

Dicas:

As folhas também podem ser consumidas cruas em saladas, nesse caso, fatie-as de tal qual a couve crua, em fatias bem fininhas.

Que grata (e saborosa) surpresa!

Maria Sônia

Anúncios

Chuchu à milanesa

Um jeitinho especial para preparar esse fruto maravilhoso. Pois é, o chuchu é um fruto. Não é consumido cru, mas, pode ser servido de várias maneiras: refogado, creme, sopa, suflê, bolo ou salada fria. Para consumo como refogado ou salada, prefira os frutos mais novos, menores e com casca brilhante. Quando estão maduros, com a parte de baixo se abrindo, são excelentes para a elaboração de suflês, pois, são mais consistentes e têm mais fibra. Quando estão bem novos, podem ser consumidos com casca (como no caso dessa receita). Não deixe de provar!

Ingredientes:

2 chuchus grandes

1 litro de água

½ colher de chá sal

¾ de xícara de farinha de trigo

Sal, chimichurri para legumes e noz-moscada a gosto

1 ovo

1 colher de sopa de água

¾ de xícara de farinha de rosca branca em flocos

Óleo para fritar

Modo de preparo:

Lave os chuchus, abra-os ao meio e remova as sementes, divida as metades em quartos, em seguida, cada quarto em duas fatias, reserve. Leve a água junto com o sal para ferver, quando ferver, adicione o chuchu reservado e branqueie/escalde-o por 5 minutos. Escorra sobre uma peneira dispensando a água, passe as fatias de ambos os lados na farinha de trigo temperada com os condimentos e vá reservando, em seguida passe no ovo batido como para omelete junto com uma colher de sopa de água e na farinha de rosca, frite aos poucos em óleo quente até ficarem dourados sem deixar escurecer.

Dicas:

Não é necessário remover as cascas dos chuchus quando elas se encontram bonitas, sem manchas. Para remover os pequenos espinhos que alguns chuchus contêm, basta removê-los com o descascador de legumes.

Aproveite!

Maria Sônia

Nhoque de mandioca e ricota

Nhoque é um prato conhecido, dei uma repaginada no tradicional utilizando mandioca e ricota para o preparo da massa. Ficou uma delícia, não deixe de provar!

Ingredientes:

500 g de ricota (usei da marca Quatá)

3 xícaras de mandioca cozida e amassada

1 ovo

1 colher de chá de sal

1 colher de sopa de chimichurri especial para legumes

½ colher de café de noz-moscada ralada

1 xícara de farinha de trigo (ou 3/4 de xícara de fécula de batata)

Modo de preparo:

Cozinhe a mandioca normalmente, escorra dispensando a água, aguarde amornar e passe-a pelo espremedor de batatas, pelo processador ou por um ralo fino caso a mandioca esteja muito enxuta. Junte a ricota, o ovo, o sal, o chimichurri e a noz-moscada, amasse bem com a mão até obter uma massa bem homogênea, em seguida, adicione a farinha aos poucos continuando a amassar com a mão (cuide com o ponto da massa, nem sempre é necessário adicionar toda a farinha). Deixe a massa descansar por uns 30 minutos. Passado o tempo, pegue pequenas porções da massa e faça rolos cilíndricos sobre um plástico aberto, corte os nhoques e vá reservando-os sobre uma superfície polvilhada com farinha ou sobre um plástico para não grudarem. Terminada toda a massa, leve ao fogo uma panela com um litro de água, quando ferver, adicione uma colher de sopa de sal e deixe voltar a ferver, adicione os nhoques aos poucos e deixe cozinharem até subirem à superfície da água, retire com o auxílio de uma escumadeira e vá colocando em um refratário. Estão prontos para você servir como desejar. O molho fica por sua conta, pois por ser de sabor neutro, esse nhoque irá combinar com qualquer tipo de molho.

Dicas:

Caso a mandioca esteja bem enxuta, isso é, com muito amido (esbranquiçada por dentro) você irá precisar usar pouca farinha para alcançar o ponto ou até será possível preparar seu nhoque sem a adição de farinha de trigo, o que é ótimo para quem é celíaco ou para quem optar por não adicionar glúten à receita.

Servi com molho bolonhesa e branco com cogumelos, nesse último, fritei os nhoques na manteiga, deixando-os com um sabor ainda melhor.

Delicioso como não podia deixar de ser!

Maria Sônia

Sopa especial de mandioca

O inverno tem data marcada para acabar, ele se despedirá de nós dia 22 de setembro. As sopas são pratos característicos dessa temporada que nos aquecem e nutrem. Mas, os bons apreciadores do prato não deixam de degustar uma boa sopa em qualquer época. Essa é deliciosa e leva como ingredientes chaves a mandioca (aipim) e a carne seca. Não deixe de provar!

Ingredientes:

600 g de mandioca cozida normalmente (não se esqueça de retirar o fio central da raiz)

500 g de carne seca

1 xícara de arroz (de preferência, arroz para risoto)

100 g de quiabo

1 cebola grande

5 dentes de alho

1 folha de louro

½ maço de coentro fresco

Noz-moscada a gosto

Modo de preparo:

Dessalgue a carne como indicado na embalagem ou, caso compre avulsa, corte-a em pedaço médios, coloque-os em uma vasilha imersos em água e mantenha assim por 12 horas trocando a água a cada 3 horas. Coloque a carne dessalgada em uma panela pressão, adicione a folha de louro, um litro de água, a cebola cortada ao meio, os dentes de alho inteiros e leve ao fogo, quando ferver, tampe a panela e cozinhe por 20 minutos. Deixe amornar, desfie a carne e volte-a para a panela. Amasse a mandioca com o auxílio de um garfo ou bata-a no liquidificador/processador com um litro de água (se oprtar por amassar a mandioca com o garfo, esse litro de água deve ser adicionado juntamente a ela no próximo passo), despeje na panela e adicione o arroz e os quiabos cortados bem fininhos. Baixe o fogo ao máximo e cozinhe até que o arroz esteja na consistência desejada, mexendo de vez em quando. Prove o sal. Adicione o coentro bem picado e a noz-moscada, sirva quente.

Você vai querer repetir o prato!

Maria Sônia

Pão saloio recheado de bacalhau

Saloios é o termo usado para denominar os camponeses dos arredores de Lisboa ao norte do rio Tejo que antigamente iam até Lisboa vender seus produto agrícolas. Pão saloio quer dizer pão da roça. Essa versão (deliciosa!) é recheada de bacalhau. O bacalhau fica úmido e tenro. Receitinha rápida e fácil pra comer bem quente nos dias frios de inverno. Aproveite!

Recheio

Ingredientes:

350 g de bacalhau dessalgado

3 colheres de sopa de azeite

1 cebola média

Massa

Ingredientes:

100 ml de creme de leite culinário

3 colheres de sopa de azeite

1 ovo

250 g de farinha de trigo

½ colher de sopa de fermento em pó

Noz-moscada e pimenta do reino a gosto

½ colher de sopa de salsa desidratada

½ colher de café de sal

½ colher de sopa de leite com um pouco de café (para pincelar a massa)

Modo de preparo:

Dessalgue o bacalhau: leve ao fogo uma panela com ½ litro de água, quando ferver, adicione o bacalhau, quando a água voltar a ferver, retire do fogo, escorra dispensando a agua, desfie o bacalhau não muito fino, reserve. Leve ao fogo uma caçarola com o azeite e refogue a cebola cortada em meia lua, sem deixar dourar, junte o bacalhau, mexa, retire do fogo. Prepare a massa seguindo a adição dos ingredientes como escrito acima. Divida-a em duas partes, com uma parte, forre o fundo e a lateral de uma forma pequena, acomode o bacalhau, cubra com o restante da massa, pincele com a mistura de leite com café, leve para assar em forno médio preaquecido por aproximadamente 20 minutos ou até que a massa esteja dourada. Sirva quente.

Dicas:

A massa é maleável e não gruda nas mãos, recomendo não adicionar mais farinha, para obter um bom resultado após assada. Não recomendo adicionar legumes a essa receita, para evitar o acúmulo de líquido, caso queira servir acompanhado de legumes, prepare-os a parte.

Bom apetite!

Maria Sônia

Creme de milho verde e mandioca

Milho e mandioca, dois alimentos indispensáveis na cozinha brasileira, andando lado a lado nessa receita deliciosa. Os dois se complementam sem haver disputas e sim uma combinação perfeita, de cremosidade e sabor sem iguais.

Ingredientes:

1 litro de água

2 xícaras e ½ de milho verde

200 g de mandioca cozida

1 cebola grande

2 dentes de alho

2 colheres de sopa de óleo

1 pimenta dedo de moça sem as sementes

1 colher de sobremesa de sal

Noz-moscada moída na hora

½ maço de coentro fresco

1 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo:

Descasque o milho, remova os “cabelos”, com uma faca, retire os grãos do sabugo cuidadosamente, reserve. Leve ao fogo uma panela com o óleo, a cebola e o alho, refogue sem deixar dourar, adicione o milho, mexa e adicione uma xícara da água, cozinhe por uns 10 minutos. Retire do fogo, bata no liquidificador o milho junto com mandioca, despeje de volta à panela e leve ao fogo baixo. Tempere com a pimenta dedo de moça bem picadinha, a noz-moscada e o sal. Cozinhe em fogo baixo mexendo de vez em quando por 10 minutos. Desligue o fogo, adicione a manteiga, o coentro bem picado e sirva em seguida.

Dicas:

Caso goste, adicione a essa receita 100 g de toucinho fresco sem pele. Nesse caso, refogue-o junto com o milho em grão e em seguida bata junto e siga os outros passos da receita normalmente.

Aproveite o inverno!

Maria Sônia

Filé de merluza empanado com molho de oiti e coco

O oiti é um fruto típico do serrado, de sabor único e incomparável. Adicionado a essa receita fez toda diferença, combinando perfeitamente com o sabor do coco. Um molho incrível para servir com peixe, frango, legumes salteados etc. Experimente e me diga se gostou, OK?

Ingredientes:

500 g de filé de peixe de sua preferência (usei Merluza)

Suco de um limão

1 colher de chá de sal

Salsa desidratada a gosto

Pimenta do reino moída na hora a gosto

Polpa de 2 oitis (batidas no liquidificador com ½ xícara de água)

200 ml de leite de coco

1 colher de óleo

2 dentes de alho grandes

Sal a gosto

2 colheres de sopa de farinha de trigo

1 xícara de farinha de mandioca Deusa (para empanar)

Modo de preparo:

Filés

Com os filés já limpos e em um bowl, adicione o suco do limão, deixe descansar por uns 2 minutos e remova o suco apertando os filés entre as mãos, coloque-os de volta ao bowl e tempere com sal, pimenta do reino e salsa. Cubra o bowl e deixe em repouso por uns 30 minutos para pegar o sabor dos temperos. Passado o tempo, passe os filés na farinha de mandioca e frite-os em óleo quente até a farinha começar a dourar. Retire o peixe e vá colocando em papel toalha para retirar o excesso de óleo.

Molho

Em uma panela, refogue o alho no óleo sem deixá-lo dourar. Adicione o suco do oiti obtido da polpa, o leite de coco e o sal e deixe ferver em fogo baixo por uns 5 minutos. Adicione a farinha de trigo dissolvida em um pouco de água previamente, mexendo sem parar para não empelotar, e cozinhe por mais uns 5 minutos. Retire do fogo e sirva o molho sobre o peixe.

Dicas:

Não deixe o peixe fritar por muito mais tempo após a farinha começar a dourar para que o peixe fique suculento e não ressecado.

Surpreendente!

Maria Sônia

Bucha refogada

A bucha vegetal quando seca é muito útil, utilizada para limpeza geral e esfoliação corporal. Muitas pessoas optam por usá-la, contribuindo com o meio ambiente, já que as buchas sintéticas são feitas a base de petróleo e, quando descartadas, permanecem no meio ambiente por muito tempo. Mas, hoje falaremos das propriedades da bucha como alimento. Fruto rico em minerais como cálcio e ferro e em vitaminas. Para serem usadas em receitas devem ser colhidas quando bem jovens, mais ou menos quando atingirem o tamanho do pepino caipira, para que internamente estejam como a abobrinha, sem sementes. Espero que prove a aprove!

Ingredientes:

500 g de bucha

3 colheres de sopa de azeite ou óleo de sua preferência

1 cebola média

2 tomates sem pele e sem sementes

2 dentes grandes de alho

½ colher de sopa de salsa fresca bem picada

1 pimenta dedo de moça sem semente e picadinha

Sal ou caldo de legumes a gosto

Modo de preparo:

Coloque o azeite em uma panela, adicione a cebola e o alho e leve ao fogo para refogar sem deixar dourar. Enquanto isso, descasque as buchas com o descascador de legumes, removendo a casca verde. Corte a bucha em pedaços, coloque na panela e refogue mais um pouco, tempere com o restante dos ingredientes e adicione os tomates, cozinhe por uns 3 minutos ou mais se desejar.

Dicas:

Por oxidar (escurecer) com muita rapidez, é importante que após removidas as cascas, sejam logo cortadas e utilizadas.

Suas folhas, raízes e sementes são medicinais, usadas na fitoterapia.

   Experimente!

Maria Sônia

Abobrinha dourada no azeite

A abobrinha não é um legume como muitos pensam e sim um fruto. Neutro, pode ser usado em receitas doces e salgadas e são muitas as variações possíveis. Esse preparo é um dos mais básicos. Aproveite, bom apetite!

Ingredientes:

3 abobrinhas médias

Óleo para untar a frigideira

Azeite a gosto

Sal, orégano, manjericão e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Lave as abobrinhas, seque com papel toalha e corte-as em rodelas não muito finas. Leve ao fogo uma frigideira teflonada com algumas gotas de óleo, quando esquentar, coloque as rodelas de abobrinha até cobrir todo o fundo da frigideira, mantenha em fogo alto por uns 5 minutos, vire para que doure o outro lado, retire colocando em um prato, reserve. Repita o processo com o restante. Quando terminar, coloque na mesma frigideira o alho e doure um pouco, retorne a abobrinha reservada à frigideira, adicione o azeite e os temperos a gosto. Sirva quente.

Dicas:

  • Use óleo para dourar a abobrinha, pois, a gordura do azeite satura, portanto deixe-o para adicionar no final do preparo.
  • É importante que essa receita seja preparada em fogo alto para que a abobrinha fique dourada sem amolecer ou juntar líquido.

   dsc00168

Fácil e delicioso!

Maria Sônia

Molho de abacate com atum

No Brasil o costume é consumir o abacate em preparações doces, no entanto, em outros países essa fruta é muito utilizada em pratos salgados. Essa receita versátil é ótima para complementar saladas, sanduíches e massas. Não deixe de provar!

Ingredientes:

1 abacate médio maduro

1 lata de atum

1 cebola média

1 pimenta dedo de moça pequena e sem sementes

½ maço de coentro

½ maço de cebolinhas

3 colheres de sopa de azeite extra virgem

2 colheres de sopa de suco de limão ou vinagre

1 colher de chá de sal

Modo de preparo:

Descasque o abacate, pique-o em pequenos pedaços e coloque-os em um bowl. Adicione a cebola, o coentro, a cebolinha e a pimenta bem picadinhos, o sal, o suco de limão e o azeite, misture bem, junte o atum, mexa e sirva.

Dicas:

Se for vegetariano(a), é só dispensar o atum, nesse caso, adicione mais azeite.

Uma delícia!

Maria Sônia